Da saudade ao sonho realizado: conheça a história de Edna e o Novo de Novo CG

Tem histórias que falam sobre roupas, mas tocam fundo mesmo é na alma. A trajetória da Edna Kohagura à frente do Novo de Novo CG é dessas: nasceu dentro de um laço de mãe e filha, ganhou força com a saudade, transformou dor em movimento e virou, mais do que um negócio, uma paixão que preenche a vida dela — e de tanta gente que passa pelo seu espaço.

“Tudo começou com a minha mãe”

“Minha história com brechó começou com a minha mãe. Ela amava brechó! Ficava horas dentro de um, garimpando, conversando, descobrindo peças incríveis. Eu estava sempre junto, acompanhando cada visita — às vezes cansava, mas no fundo, era nosso momento de carinho, de troca. E eu sempre dizia pra ela: ‘Mãe, um dia vou abrir um brechó também!’ Ela ficava feliz, sonhava junto comigo.”

Às vezes, os sonhos ficam esperando no cantinho da mente enquanto a vida vai acontecendo. Edna já vendia algumas peças, era dona de casa, o tempo passava… Até que veio o baque maior: a perda da mãe.

Transformando saudade em futuro

“Quando perdi minha mãe, me senti sem rumo, sem chão. Foi muito difícil. Dois meses depois, ainda sentindo muito a falta dela, aquilo que a gente sonhava juntas voltou com força no meu coração. Pensei: agora vai. Decidi, então, finalmente abrir meu próprio brechó.”

E assim nasceu o Novo de Novo CG. Primeiro como Peça Única, e depois com uma identidade que traduzia mais de perto seus valores e seu olhar para o mundo. “Mudei o nome, o jeito de trabalhar, voltei a vender de casa. E, em cada etapa, o sonho de fazer parte do Coletivo de Brechós só crescia. Esperar foi difícil: fiquei sete meses aguardando uma vaga. Até que chegou o tão esperado convite.”

Um chamado para o coletivo

“Quando fui chamada, meu coração pulou de alegria! Entrei para o Coletivo e me encontrei em casa. Trabalhar ao lado de mulheres empreendedoras e incríveis mudou minha vida. Virou terapia pra minha cabeça, virou realização.”

Hoje, para Edna, o brechó é muito mais do que profissão. É espaço de cura, de encontros e de ciclos que se renovam. “Amo ir atrás das peças, imaginar histórias, cuidar de todos os detalhes: lavo, passo, faço tudo com perfeição porque quero entregar o melhor para o meu cliente. Minha fonte de renda hoje é o brechó, e sou muito grata.”

Circularidade: a moda que conecta pessoas e histórias

No Novo de Novo CG, cada peça tem muitas vidas. Edna acredita profundamente na circularidade — esse movimento onde roupas deixam de ser descartadas e ganham novas chances de pertencer a alguém. Isso significa menos desperdício, mais consciência, mais propósito.

“Ver uma roupa indo de uma pessoa para outra, transformando o guarda-roupa e a energia da casa, é maravilhoso. Aliás, é uma forma de cuidado com o planeta — porque quando damos nova vida às roupas, poupamos recursos, evitamos descartes e ainda espalhamos boas histórias. O brechó é um ciclo de afeto, economia, respeito ao meio ambiente e à memória.”

Um jeito novo de viver (e vestir) com propósito

“Minha vida mudou depois que entrei para o coletivo. Sigo buscando peças lindas, cheias de história, e me sinto realizada por fazer parte desse grupo. Aqui encontrei apoio, amizade, inspiração e um novo sentido pra minha caminhada.”

As roupas, como as memórias, carregam sentimentos, encontros e novas possibilidades. Para Edna, cada peça é um elo entre passado e futuro, entre mãe e filha, entre sonho e realidade — tudo junto, costurado com afeto e circularidade.


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